«Ao chegar à sala, repara numa série de pessoas a ver televisão através de um projector vídeo. A projecção do filme seguir-se-ia, dizem-lhe. Mas, desconfiado, e não vendo à sua volta equipamento de projecção, o espectador dirige-se à jovem senhora italiana que o tinha anteriormente orientado para a sala. Pergunta-lhe se, por mero acaso, a projecção não será eventualmente em vídeo, quer dizer, pior ainda, de Dvd. A senhora demora um pouco a perceber a questão, como se nunca tivesse reparado na diferença que este espectador, talvez desactualizadamente, tentava estabelecer entre projecção de película e de Dvd. Que sim, que era de Dvd. Ah! O espectador esboça um sorriso, só acessível aos verdadeiramente ociosos, e sugere delicadamente à senhora italiana que talvez não fosse má ideia mencionar no programa, por sinal com uns tons de azul tão bonitos, que a projecção ia ser, precisamente, de Dvd. E que em português havia uma expressão muito gira, talvez a senhora italiana não conhecesse, que é a de «gato por lebre», que podia talvez ser usada para descrever a situação, apesar da generosa entrada gratuita.» (...)
André Dias in http://aindanaocomecamos.blogspot.com/2007/10/em-dvd.html
Eu pensava que as edições de filmes em dvd ou vhs eram exclusivamente para projecção privada, segundo o aviso geralmente constante nas caixas: «Toda a cópia, exibição, aluguer, troca, sub-aluguer, empréstimo, exibição pública, difusão ou emissão são proibidos por lei e farão incorrer em responsabilidade civil e criminal». Enfim, o que seria dos clubes de vídeo...
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02 outubro 2007
28 julho 2007
Leitura de férias

É tanto o spam que chega que não há geralmente tempo para o ler. Mas se o olharmos com mais atenção descobrem-se algumas maravilhas da literatura, da imaginação e do mundo desconhecido. Quem o decifrará? Dava uma tese de doutoramento.
«Due to the sudden death of my husband GeneralAbacha the former head of state of Nigeria in June 1998, I have been thrown into a state of hopelessness by the present administration.I have lost confidence with anybody within my country.»
«This is to inform you that your email has won a consulation prize of the Microsoft Corporation»
«My name is JOHN MALIK, son of late marketing chairperson of Sierra Leone diamond marketing board, who was killed by the rebel, Mr. Sigistmund Malik but late now.»
«This is to inform you that the Senate President, Senator Ken Nnamani have instructed me to release your Accrued Interest Payment Valued $15m into your Account and i have tried every thing humanly possible to contact you.»
«I am Miss.HUDA HADIL KASHIF, an Iraqi national, the only survival daughter of Mr. KHALID KASHIF,who is into oil marketing in Iraq.»
«Dear friend, Greetings to you in the name of our heavenly God. This mail might come to you as a surprise and the temptation to ignore it as unserious could come into your mind; but please, consider it a divine wish and accept it with a deep sense of humility.»
«I am Mr. Ming Yang.i have an obscured business> suggestion for you.I am here-by seeking your service in helping me recieve a large amount of money and in giving a clear research and> feasibility studies on areas I could invest on.»
«Though this medium (Internet) has been greatly abused, I choose to reach you through it because it still remains the fastest medium of communication.»
18 junho 2007
A graça dos insultos

Prado Coelho, hoje no Público, cita a famigerada DREN: "Sei muito bem distinguir entre o que é uma graça e um insulto." Ora, exactamente, vejamos qual a diferença entre uma coisa e outra. Um insulto é uma acusação feita directamente à pessoa alvejada, ou na sua cara, de forma a ser sentida como ofensiva, ou em situação pública, de modo a poder ser reportada ao próprio ou a ofender os seus amigos, apoiantes ou afectos. Uma graça distingue-se do insulto porque, não sendo dita na presença do próprio, não tem consequências ofensivas para o alvo. É o que acontece todos os dias e a toda a hora quando apelidamos de estúpidos, cabotinos, medíocres, filhos da mãe, etc., aqueles que bem nos apetece, mas que sabemos não irão tomar conhecimento da má-língua feita nas suas costas. Agora se alguém de má vontade for fazer queixinhas por sms! (lembro-me de como aprendi no contexto social da escola que pior que fazer um disparate era fazer queixinhas, no tempo em que a associação às denúncias pidescas ainda estava fresca) e tornar público o que foi dito em ambiente reservado - esse, o delator, é que está a transformar uma graça num insulto, é ele o culpado, o responsável por transformar uma "boca" num assunto público. Isto independentemente do que quer que o professor Charrua tenha dito, que aqui não interessa nada.
17 maio 2007
Aos leitores

Prevendo a incerta regularidade da minha escrita aqui, aconselho os leitores mais assíduos a usarem o google-reader, que faz a actualização automática dos novos posts, evitando andarmos a passear por blogs parados.
Foto: instalação de Joan Brossa, exposta em Janeiro no Instituto Camões.
15 maio 2007
O segredo espanhol
29 março 2006
28 março 2006
Simplexo
«A avaliação do impacto normativo constitui hoje uma ferramenta técnica
indispensável ao processo legislativo. A deslocação da problemática da
lei do paradigma tradicional da aplicação aos casos concretos de normas
jurídicas neutras e formuladas de forma geral e abstracta, para o campo da
sua criação e dos efeitos que, directa e indirectamente, produzem na vida
social e nas relações económicas, impõe ao legislador o dever de garantir a
sua qualidade, racionalidade e eficiência.» (p.12)
Nota: adivinhe quantas vezes aparece escrito Kafka no Programa de Simplificação Administrativa e Legislativa.
indispensável ao processo legislativo. A deslocação da problemática da
lei do paradigma tradicional da aplicação aos casos concretos de normas
jurídicas neutras e formuladas de forma geral e abstracta, para o campo da
sua criação e dos efeitos que, directa e indirectamente, produzem na vida
social e nas relações económicas, impõe ao legislador o dever de garantir a
sua qualidade, racionalidade e eficiência.» (p.12)
Nota: adivinhe quantas vezes aparece escrito Kafka no Programa de Simplificação Administrativa e Legislativa.
15 janeiro 2006
08 outubro 2005
27 setembro 2005
Alter-representações

Discussão sobre esta imagem em http://dn.sapo.pt/2005/09/26/opiniao/por_imagens_mais_pertinentes.html
21 setembro 2005
Esta máquina

(Aos meus três leitores)
Os papéis cansam. Os computadores cansam. O calor cansa. O dia cansa. O trabalho cansa. A noite descansa. A frescura alenta. O livro liberta. A burocracia não tem remédio. As instituições humanas, sabiamente edificadas por séculos, são perfeitas para ocupar os espaços livres da existência de quemquer acaso nascido neste sistema maravilhoso apalmeirado com surpresas postais das finanças, contas de tvcabo e mensagens de satélite com promoções de GPS XPTO UHT RCV DTS E ETC.
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